Pós produção
No texto anterior eu falei sobre os meus ensaios e hoje eu continuo falando sobre a pós produção.
Feito o ensaio, eu descarrego as fotos no meu mac e as deixo no cartão até o próximo trabalho, por garantia, sabendo que elas estão gravadas em dois lugares eu fico tranquila e consigo dar um tempo antes de começar a tratá-las, esse tempo é essencial pra eu poder esfriar a minha cabeça e me desligar do dia das fotos, é um tempo relativamente curto de dois a três dias, mas totalmente necessário.
O tempo faz com que eu valorize mais a imagem em si, conseguindo selecionar somente as melhores e sem dó de excluir as que ficaram mais ou menos -principalmente na hora de publicar nas redes sociais e no meu blog- porque acontece na hora das fotos, eu achar que a imagem ficou fantástica e depois me decepcionar vendo que não ficou e vice e versa, portanto eu preciso esquecer um pouco pra poder fazer um trabalho de edição mais preciso.
Eu fotografo em raw e uso o Lightroom para tratar as minhas fotografias, aplicando alguns presets e fazendo as modificações necessárias conforme o contexto do ensaio, como temperatura, exposição, contraste e o que mais eu achar que devo mexer, não tenho regras, mas tento sempre seguir um estilo sutil e sem muita interferência, o essencial é definido na hora do clique, como os enquadramentos e as expressões.
Durante o tratamento eu vou selecionando as minhas preferidas e excluindo as que eu não gosto, as vezes eu tenho que repassar várias vezes até chegar num resultado satisfatório, deixando apenas as mais bonitas.
Os meus clientes recebem um DVD com as imagens em alta resolução e em baixa, junto com 20 fotografias reveladas em papel fotográfico fosco, no tamanho 10×15 cm. Eu entrego em média 150 fotografias, todas coloridas e boa parte delas com uma cópia em preto e branco.
Na hora de publicar eu seleciono mais um vez, peço autorização por mensagem ou email pro meu cliente e mostro só as melhores das melhores, tornando o resultado menos cansativo e mais atraente à todos.
Pra finalizar eu faço um backup em DVD idêntico ao que eu entreguei e estou pronta pra outro.











As fotos que ilustram o post de hoje são da Dani Garbiatti, pra vir os ensaios completos clique aqui: parte 1: http://wp.me/p4a6Fc-1ks e parte 2 aqui: http://wp.me/p4a6Fc-1lV
Obrigada pela visita e até a próxima…:O)
Dani Garbiatti | parte 2
Dani!!!!
Obrigada por admirar e elogiar tanto o meu trabalho, espero que eu consiga te fazer mais feliz ainda com as fotos deste ensaio e também que você tenha aprendido algo comigo!
Obrigada ao universo pela luz e pelo céu que nos proporcionou neste dia, estava tudo muito lindo!
Obrigada à todos vocês que estão vendo estas fotos…?
Pra vir a primeira parte do ensaio fotográfico da Dani, realizado no K Bistrô, clique aqui: http://wp.me/p4a6Fc-1ks












































Dani Garbiatti | parte 1
Tudo vale a pena se alma não é pequena!
Cada segundo dessa horinha que passamos juntas, valeu a pena Dani!
Taí o resultado da primeira parte do nosso ensaio fotográfico, eu só tenho a agradecer à você! Obrigada por tanto carinho, amei te fotografar!!!
Meus agradecimentos especiais à Karina do K Bistrô que nos cedeu o lugar para fazermos as fotos, parabéns pelo extremo bom gosto em todos os cantinhos do seu Bistrô, Karina!!!
Aguardem a parte 2…;O)))
O ensaio
Há 3 anos que eu venho me dedicando de corpo e alma, aos meus ensaios fotográficos, até o ano passado fiz alguns casamentos durante o dia, hoje não faço mais, atualmente eu ainda faço alguns aniversários infantis, mas o meu foco são os ensaios, e é deles que eu falo neste texto.
Pra começar, eu só reservo a data pra realizar o ensaio depois que o cliente me pagar uma parte ou o valor total antecipadamente, para mais informações relacionadas à contratação, clique aqui!
Feito o pagamento, vem a escolha do dia e logo, o planejamento do ensaio, estas são decisões tomadas junto com o meu cliente, por mensagem no facebook ou email.
Depois de penar muito, eu aprendi a me planejar, assim, desde o primeiro contato com o meu cliente, eu tento saber um pouquinho mais da vida dele -perguntando sobre seus gostos, seus costumes, etc.- além disso, eu faço inúmeras pesquisas na internet, tudo pra conseguir elaborar algo pro dia das fotos e escolher o lugar e o que eu achar viável, eu anoto num papel, como os acessórios que eu quero levar, os cantinhos que eu pretendo explorar, inclusive as poses que eu penso fazer no dia, essa é a minha maneira de memorizar e fazer a minha criatividade aflorar, porém, o fato de anotar, não quer dizer que eu vou fazer tudo no dia das fotos, isto é relativo e não depende só de mim, tem uma série de fatores que influenciam no decorrer do ensaio.
Talvez a parte mais difícil é a de não criar expectativas, porque é muito comum a pessoa mergulhar de cabeça comigo nas ideias durante as nossas conversas e chegar no dia, ficar reprimida ou tímida, eu estou ciente que ela não é modelo e na maioria das vezes não sabe o que fazer na frente da câmera, aí é que entra o meu jogo de cintura pra deixá-la à vontade, eu não tenho vergonha de dizer pro cliente que eu não sei dirigir um ensaio -aliás, isso já me rendeu boas risadas e lindas fotografias- porque na real, eu não gosto de dirigir, eu gosto mesmo é de fotografar de verdade e com naturalidade, então eu prefiro falar algo engraçado e clicar as expressões espontâneas, a ficar pedindo poses que não combinam comigo e nem com a pessoa, acaba sendo uma questão de tempo até eu conseguir pegar o ritmo dela e ela o meu, fazendo o ensaio fluir. Se ela me contratou é porque gostou do meu trabalho e é aquilo que ela quer, portanto, cabe a mim tirar o máximo de proveito dela e fazer um trabalho único, unindo o meu estilo à personalidade dela, arrisco dizer que este é o maior e mais prazerozo desafio de ser fotógrafa.
Durante todo o ensaio eu fico muito concentrada, creio que pelo fato de ficar fotometrando e procurando o melhor ângulo o tempo todo, pois trabalhar só com luz natural exige muita fotometria, principalmente na hora de fazer um contra luz ou uma luz lateral, onde o risco de estourar ou escurecer uma fotografia é bem grande, mas acreditem, é uma questão de prática, com o tempo isso se torna automático. O fato é que eu esqueço que existe um mundo fora daquele que eu estou vendo na minha frente e viajo no meu mundinho, começando dentro de mim, processando a técnica, controlando a câmera, chegando até a modelo e voltando pra mim, através da sua expressão, do momento exato de apertar o botão e numa fração de segundos, está feita a foto.
Pra quem tem medo de inventar ou se sente inseguro, eu sugiro que experimente, coloque em prática algo que você viu, gostou e ficou com vontade de fazer, se der certo, ótimo, você pode repetir outras vezes, se não der, paciência, não mostre pra ninguém e tente algo diferente da próxima vez, a ação faz o medo ir embora, portanto aja e se surpreenda com você mesmo!
Abaixo, algumas fotografias pra se inspirar:




















































